Carência é o período que você precisa aguardar, depois de contratar um plano de saúde, até poder usar cada tipo de cobertura. Os prazos têm um teto definido por lei (Lei nº 9.656/98) e fiscalizado pela ANS — a operadora pode exigir menos, nunca mais.

  • Urgência e emergência: no máximo 24 horas de carência.
  • Consultas e exames simples: costumam liberar em até 30 dias.
  • Cirurgias, internações e exames complexos: até 180 dias.
  • Partos a termo: até 300 dias.
  • Doença ou lesão preexistente (CPT): até 24 meses para procedimentos de alta complexidade ligados a ela.

Os prazos máximos de carência (ANS)

A tabela abaixo traz os limites que a ANS estabelece. Qualquer plano regulamentado deve respeitá-los — muitos oferecem prazos menores como diferencial comercial.

CoberturaPrazo máximo
Urgência e emergência24 horas
Consultas, exames e procedimentos básicosaté 30 dias (varia por operadora)
Exames e terapias de alta complexidade, cirurgias e internações180 dias
Parto a termo (não prematuro)300 dias
Doenças e lesões preexistentes (CPT)24 meses

O que é a CPT (Cobertura Parcial Temporária)

Se você já tem uma doença ou lesão antes de contratar (uma condição preexistente), o plano pode aplicar a CPT: por até 24 meses, ficam suspensos apenas os procedimentos de alta complexidade, leitos de alta tecnologia e cirurgias diretamente relacionados àquela condição. O restante da cobertura funciona normalmente, dentro das carências comuns.

Como reduzir ou eliminar a carência

Há três caminhos legítimos para não esperar do zero:

  • Portabilidade de carências: ao trocar de plano cumprindo as regras da ANS, você leva as carências já vencidas. É a via mais comum.
  • Planos empresariais e por adesão: contratos coletivos com número mínimo de vidas costumam ter carência reduzida ou zerada.
  • Promoções de "compra de carência": algumas operadoras aproveitam o tempo de um plano anterior. Confirme sempre por escrito.

Nunca omita uma condição de saúde na contratação para "fugir" da CPT. A omissão pode ser enquadrada como fraude e levar ao cancelamento do contrato — o caminho seguro é declarar e negociar a cobertura.

Carência ao trocar de plano

Quem já tem plano e quer migrar quase sempre consegue aproveitar o tempo cumprido pela portabilidade, desde que respeite o tempo mínimo no plano atual e a compatibilidade de faixa de preço. É a primeira coisa que analisamos em uma cotação — muita gente troca de plano achando que vai recomeçar a carência, sem precisar.

Carência no plano odontológico

No plano odontológico as carências costumam ser curtas — por isso há tanta procura por plano dental sem carência ou com carência zero para procedimentos simples (limpeza, restauração). Ortodontia e próteses, porém, quase sempre têm prazo maior. Operadoras como Hapvida e Amil têm regras próprias — inclusive a carência para parto no plano de saúde —, então confirme sempre no contrato antes de contar com o "sem carência".

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